Ala do MDB pressiona por autonomia em 2026 e amplia tensão
- 4 de mar.
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O cenário interno do MDB ganhou novos contornos após lideranças de diferentes estados defenderem maior autonomia da sigla na disputa presidencial de 2026. Em Santa Catarina, o movimento é capitaneado pelo deputado federal Carlos Chiodini, presidente estadual do partido e vice-presidente nacional da legenda.

Após três anos de colaboração com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em votações no Congresso, Chiodini passou a sustentar publicamente que o MDB catarinense não deve firmar compromisso automático com o projeto petista na próxima eleição presidencial. A posição ganhou força com a entrega de um manifesto à direção nacional do partido, presidida por Baleia Rossi, documento subscrito por 16 diretórios estaduais.
O texto reivindica liberdade para que cada estado conduza suas articulações locais e, se necessário, construa alianças distintas da orientação nacional. Segundo Chiodini, as particularidades regionais precisam ser consideradas e a base catarinense defende independência para definir seus próprios caminhos políticos.
Apesar do discurso de distanciamento, dados do Placar do Congresso mostram que o deputado votou alinhado ao governo federal em 68,8% das deliberações analisadas. Foram 55 votos favoráveis à orientação do Planalto e 25 contrários, em um universo de 80 sessões.
Outro parlamentar catarinense do MDB, Rafael Pezenti, também aderiu ao posicionamento contrário a uma aliança com Lula em 2026. Diferentemente de Chiodini, porém, seu histórico revela postura amplamente oposicionista: em 191 votações monitoradas, divergiu do governo em 94,8% das vezes, registrando 181 votos contrários e apenas 10 favoráveis.
Ao comentar o manifesto, Pezenti foi enfático ao afirmar que o MDB de Santa Catarina não reúne condições de caminhar com Lula na próxima disputa presidencial e reiterou que não apoiou o atual presidente nem pretende apoiá-lo no futuro.
O documento entregue à executiva nacional reúne lideranças de estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. A mobilização escancara divisões internas e evidencia um debate estratégico sobre o papel do MDB no cenário nacional, especialmente quanto à continuidade, ou não, da aproximação com o PT.
Com o movimento, o partido sinaliza que a definição sobre 2026 está longe de ser consenso e que a disputa interna deve marcar os próximos meses dentro da legenda.




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