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Caso Profeta avança na Câmara de Joinville com novas oitivas e contradições

  • 3 de abr.
  • 2 min de leitura

O que seria o último dia de oitivas no processo de cassação do vereador Cleiton Profeta ganhou um novo desdobramento. Foram marcadas duas datas adicionais para a continuidade dos trabalhos, na próxima terça e quarta-feira, às 13 horas, com o objetivo de ouvir testemunhas que não estiveram presentes nas oitivas anteriores, além do próprio vereador Cleiton Profeta.



Até o momento, já prestaram depoimento os vereadores Diego Machado, Wilian Tonezi, Instrutor Lucas, Kiko da Luz e Lucas Souza, além de munícipes e da deputada Ana Caroline Campagnolo.


Nos testemunhos dos vereadores, fica claro que há divergências em relação ao ocorrido e ao conteúdo do Boletim de Ocorrência registrado e utilizado pelo Partido NOVO como um dos principais elementos da denúncia.


Vale destacar que o registro não foi feito pelo vereador Henrique Deckmann, apontado como suposta vítima no caso. A ausência do próprio envolvido direto no registro levanta dúvidas sobre a origem e a precisão das informações apresentadas no documento.



Outro trecho do boletim também foi contestado. No registro, consta que o vereador Cleiton Profeta teria deixado a sala afirmando que “não ficaria na reunião se o tema fosse este”. No entanto, essa versão foi contrariada durante as oitivas. Profeta afirmou que já possuía um compromisso previamente agendado para o mesmo horário, informação que teria sido comunicada antecipadamente ao presidente da Câmara, Diego Machado. Em seu depoimento, o presidente confirmou essa versão e destacou que todos os vereadores já sabiam o motivo da reunião, evidenciando divergência entre o conteúdo do boletim e os fatos relatados.


Além disso, o próprio Boletim de Ocorrência registra que “a vítima acredita não ter sido fisicamente agredida”. A declaração contrasta com um dos pontos centrais utilizados na acusação. Durante as oitivas, os vereadores Wilian Tonezi, Diego Machado e Instrutor Lucas, sendo este último policial militar, afirmaram que não houve agressão física, mas sim uma troca de acusações verbais.



Outro elemento relevante apresentado no depoimento do presidente da Câmara é que o primeiro contato físico entre os envolvidos teria sido iniciado pelo próprio Henrique Deckmann, ao colocar a mão no ombro de Profeta, exigindo sua permanência na sala.


Com a ampliação das oitivas e as divergências já expostas, o conteúdo do Boletim de Ocorrência passa a ser cada vez mais questionado quanto à sua consistência, especialmente por servir de base para um processo que pode resultar na cassação de um mandato eletivo.


Os munícipes que testemunharam destacaram que se sentem representados pelo vereador e ressaltaram a importância de seu trabalho de fiscalização.


Por sua vez, a deputada Ana Caroline Campagnolo destacou que, tanto na Assembleia Legislativa quanto no Congresso Nacional, é comum a ocorrência de discussões acaloradas. Ela também afirmou que, quando participou da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, diversos processos envolvendo conflitos de comportamento parlamentar resultaram em absolvição, por entenderem que tais situações fazem parte da atividade política.



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