Comissão ignora defesa e inicia oitivas em processo de cassação de Cleiton Profeta nesta quarta (25)
- 23 de mar.
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A comissão processante da Câmara de Joinville voltou a se reunir e decidiu dar andamento ao processo de cassação do vereador Cleiton Profeta, mesmo diante das argumentações apresentadas por sua defesa. Os principais pontos levantados pelos advogados, especialmente sobre possíveis conflitos de interesse e falta de imparcialidade, foram ignorados durante a condução dos trabalhos.

Foto: Mauro Schlieck/CVJ
A decisão gerou reação do parlamentar, que criticou o andamento do processo. Em uma das falas, Cleiton Profeta classificou o relator do caso, vereador Erico Vinícius, como o “Xandão de Joinville”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de agir de forma parcial e concentrar poder dentro da comissão.
Apesar das críticas, a comissão avançou e deu início a uma nova fase do processo: o ciclo de oitivas, quando serão ouvidas as testemunhas indicadas. As audiências começam nesta quarta-feira, dia 25 de março, às 13h.
Na primeira data, serão ouvidos três vereadores: Instrutor Lucas (PL), Kiko da Luz (PSD) e Lucas Souza (Republicanos).
A sequência das oitivas já está definida:
26 de março, às 8h30: os vereadores Diego Machado (PSD), presidente da Câmara, e Wilian Tonezi (PL), além de Áurea Cristina Padilha;
30 de março, às 7h30: Homero Luigi Pedrolo, Jones Márcio Vieira e a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), a mais votada da história de Santa Catarina;
02 de abril, às 13h: Márcia Santos, Janaína da Veiga Coutinho, Charlene Prebianca Borba e Helena Conorati.
O início das oitivas marca uma etapa decisiva do processo, que pode resultar na cassação do mandato do vereador e ainda torná-lo inelegível por até 8 anos.
Mesmo diante do avanço do processo, um ponto tem chamado atenção: o apoio ao vereador nas redes sociais. Diversas manifestações públicas têm surgido, inclusive de pessoas que afirmam não concordar com seu posicionamento ideológico, mas que veem na situação um exagero.
O sentimento predominante é de que, independentemente de divergências políticas, a cassação por esse tipo de conduta abre um precedente perigoso. Para muitos, o caso representa uma tentativa clara de calar uma voz de oposição ao governo Adriano Silva dentro da Câmara.
Com isso, o processo ganha contornos cada vez mais políticos, ampliando o debate sobre liberdade de atuação parlamentar e os limites da crítica dentro do Legislativo.




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