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Câmara de Joinville decide nesta segunda-feira futuro político de Cleiton Profeta

  • 7 de jun.
  • 3 min de leitura

A Câmara de Vereadores de Joinville realiza nesta segunda-feira (8), às 10h, uma das sessões mais aguardadas do ano. Os parlamentares irão votar o processo que pode resultar na cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL).


Foto: Câmara de Vereadores de Joinville

Dos 19 vereadores da Casa, apenas Profeta não participa da votação por ser parte do processo. Com isso, 18 parlamentares estarão aptos a votar. Para que a cassação seja aprovada, são necessários 13 votos favoráveis, equivalente a dois terços da composição da Câmara. Caso alcance seis votos contrários, o vereador mantém o mandato.


Os bastidores da votação têm sido marcados por articulações políticas e manifestações públicas de apoio. Um dos pontos observados é o posicionamento da bancada do PSD. O partido possui três vereadores na Câmara: o presidente Diego Machado, Pastor Ascendino Batista e Kiko da Luz.


Recentemente, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, recomendou que os vereadores da sigla se posicionem contrariamente ao pedido de cassação. Caso os três parlamentares sigam a orientação partidária, somados aos votos já considerados contrários dos vereadores Wilian Tonezi (PL) e, possivelmente, Instrutor Lucas (PL), Profeta chegaria a cinco votos contra a cassação, ficando a apenas um voto de impedir a perda do mandato.


Defesa aponta irregularidades


Durante toda a tramitação, a defesa de Cleiton Profeta sustentou que o processo apresenta irregularidades. Em determinado momento, inclusive, chegou a ser suspenso por decisão liminar da Justiça.


Outro ponto levantado foi a participação do vereador Érico Vinicius (Novo) como relator do processo. A defesa argumenta que o parlamentar se coloca como uma das supostas vítimas dos fatos investigados e que o Partido Novo foi o responsável pela apresentação do pedido de cassação, circunstâncias que, segundo os advogados, comprometeriam sua imparcialidade.


Depoimentos apontam que suposta agressão usada no pedido de cassação não ocorreu


O principal fundamento do pedido de cassação apresentado pelo Partido Novo é uma suposta agressão física que teria ocorrido durante uma reunião fechada entre vereadores na Sala VIP da Câmara de Joinville.


Entretanto, durante as oitivas realizadas pela Comissão Processante, testemunhas relataram que não presenciaram qualquer contato que pudesse ser caracterizado como agressão física. Os depoimentos apontaram que o episódio foi marcado por uma discussão acalorada e troca de ofensas verbais entre os envolvidos, sem que houvesse agressão.


Segundo os relatos apresentados à comissão, os atritos teriam sido iniciados pela própria pessoa que se apresenta como vítima, sendo a conduta de Cleiton Profeta uma reação ao contexto da discussão.


A defesa do vereador também destacou que o próprio Boletim de Ocorrência registrado após o episódio, por intermédio de um advogado ligado à suposta vítima, apontava a percepção de que não teria ocorrido agressão física.


Apoio de lideranças políticas


Além da mobilização dentro da Câmara, o caso ganhou repercussão estadual e nacional. As deputadas estaduais Ana Campagnolo (PL) e Julia Zanatta (PL) publicaram vídeos em apoio ao vereador, classificando o processo como uma perseguição política.


Ana Campagnolo também participou das oitivas como testemunha de defesa. Em seu depoimento, afirmou que embates verbais mais intensos fazem parte da atividade parlamentar e citou situações semelhantes ocorridas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).


O deputado estadual Sargento Lima (PL) também manifestou apoio a Profeta e defendeu que os vereadores analisem o caso com racionalidade, sem se deixarem conduzir por questões emocionais.


O comediante e influenciador político Paulo Souza declarou que colocará seu perfil, que soma cerca de 2,6 milhões de seguidores, à disposição de Profeta caso a cassação seja aprovada.


Outras lideranças políticas também se manifestaram publicamente. Entre elas estão o presidente da Câmara de São Bento do Sul, Gilmar Pollum, o também presidente da Câmara de Blumenau, Ito de Souza e o vereador de Itapema, Saulo Ramos.


A sessão desta segunda-feira promete mobilizar apoiadores, opositores e observadores da política local, em uma votação que poderá definir os rumos do mandato de um dos vereadores mais atuantes da atual legislatura joinvilense.

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