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De “senadora de Bolsonaro” à base de Lula: a mudança de rumo de Soraya Thronicke

  • 22 de fev.
  • 2 min de leitura

Eleita senadora por Mato Grosso do Sul em 2018 com forte apoio do então presidente Jair Bolsonaro, Soraya Thronicke construiu sua campanha com um discurso conservador nos costumes e liberal na economia.


Foto: Divulgação

À época, defendia pautas como porte de armas, endurecimento das leis penais, combate à corrupção e valorização da propriedade privada, além de se apresentar como representante do bolsonarismo no estado.


Soraya chegou a se definir como “a senadora do Bolsonaro em Mato Grosso do Sul”, surfando na onda eleitoral que levou o ex-presidente ao Planalto. Com essa base política, conquistou um mandato de oito anos no Senado.


Ao longo do tempo, porém, o posicionamento político da parlamentar mudou de direção. Após a eleição, Soraya se afastou do bolsonarismo, foi candidata à Presidência em 2022 pelo União Brasil e, posteriormente, migrou para o Podemos. Agora, decidiu dar um novo passo: acertou sua filiação ao PSB e consolidou a aproximação com a base do presidente Lula.


A mudança partidária também já mira as eleições de 2026. Soraya articula uma chapa em Mato Grosso do Sul ao lado do deputado federal Vander Loubet (PT), buscando unir sua presença eleitoral com a estrutura petista no estado.


A trajetória política da senadora chama atenção pela sequência de reposicionamentos. Eleita com discurso alinhado à direita e impulsionada pelo bolsonarismo, Soraya hoje se aproxima de partidos e lideranças historicamente associados à centro-esquerda.


Na prática, o movimento reforça a percepção de uma adaptação política conforme o momento: de candidata conservadora apoiada por Bolsonaro em 2018, passando por presidenciável de centro-direita em 2022, até chegar à atual aliança com PSB e PT.


Para críticos, o caso simboliza uma mudança de perfil político conforme a conveniência eleitoral. Já aliados argumentam que a senadora apenas ampliou seu espaço político e busca construir um projeto mais amplo para o estado.


Independentemente da interpretação, a guinada marca o encerramento de um ciclo: a parlamentar que chegou ao Senado como representante do bolsonarismo agora passa a integrar a base do governo Lula.

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