Emendas como moeda: bastidores apontam tentativa de "compra" de apoio político em SC
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A disputa pelos rumos eleitorais de 2026 em Santa Catarina ganhou um elemento ainda mais sensível nos bastidores. Lideranças do MDB relatam que o governador Jorginho Mello (PL) estaria utilizando a liberação de emendas parlamentares como instrumento direto para tentar comprar apoio político.

Foto: SECOM
Segundo essas fontes, deputados alinhados ao governo teriam sido beneficiados com um volume maior de recursos justamente em regiões estratégicas, em bases eleitorais de parlamentares que defendem um caminho diferente dentro do MDB. A leitura interna é clara: não se trata apenas de articulação, mas de uma tentativa de interferência via máquina pública.
Nos bastidores, o diagnóstico é duro. Para integrantes do partido, o uso de emendas dessa forma escancara um modelo de “venda legalizada” de apoio político. Afinal, quem está no controle do governo tem nas mãos a capacidade de direcionar recursos e, com isso, influenciar posicionamentos, alianças e até decisões partidárias.
O episódio aprofunda um desgaste que já vinha desde a exclusão do MDB da composição majoritária. Mesmo após abrir mão de candidatura própria para compor como vice, o partido acabou preterido, o que gerou forte insatisfação interna. Agora, com a suspeita de uso político das emendas, o clima azedou de vez.
A tendência dentro do MDB é de endurecimento. Lideranças afirmam que não haverá adesão ao projeto de reeleição do governador e que o partido deve buscar outro caminho, possivelmente ao lado de João Rodrigues (PSD).
Mais do que uma disputa por alianças, o que está em jogo, é o próprio modelo de fazer política: de um lado, o uso da estrutura estatal para pressionar e cooptar; do outro, a tentativa de resistir ao que classificam como compra de apoio travestida de articulação institucional.




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