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Esquerda aposta em Merisio para ampliar palanque em SC

  • 15 de fev.
  • 1 min de leitura

A esquerda catarinense decidiu jogar em bloco nas eleições estaduais deste ano. Em vez de candidaturas isoladas, PT, PCdoB, PV, PSOL, PDT, PSB e Solidariedade articulam uma chapa única para a disputa majoritária, reunindo candidato ao governo, vice e dois nomes ao Senado.



O desenho que vem sendo costurado coloca o ex-deputado estadual Gelson Merisio, atualmente no Solidariedade, como cabeça de chapa ao governo. A escolha não é casual: a aposta é apresentar um nome com trânsito fora da esquerda tradicional, ampliando o alcance eleitoral da coligação.


Para o Senado, uma das vagas já estaria previamente alinhada com Décio Lima (PT), atual presidente nacional do Sebrae. Décio foi candidato ao governo nas duas últimas eleições estaduais e chegou ao segundo turno em 2022, mantendo-se como uma das principais lideranças do campo progressista no Estado.


A outra vaga ao Senado deve ficar com o ex-senador Dário Berger (PSB), que tentou a reeleição em 2022.


O posto de vice ainda está em aberto, mas a tendência é que o escolhido siga a mesma linha estratégica: alguém com perfil menos identificado com a esquerda histórica ou com o movimento sindical. A avaliação interna é que uma composição com “ares mais moderados” pode facilitar a ida ao segundo turno e, ao mesmo tempo, reforçar em Santa Catarina o palanque de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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