Janela partidária redesenha forças em SC e reposiciona lideranças para 2026
- 6 de abr.
- 2 min de leitura
Com o encerramento da janela partidária, o cenário político catarinense passou por uma reorganização significativa, afetando tanto a disputa estadual quanto a federal. Trocas estratégicas, reforços de nominatas e movimentos de bastidores indicam um novo equilíbrio de forças para as eleições de 2026.

Um dos partidos que mais se fortaleceu foi o Republicanos. A sigla atraiu nomes relevantes e passou a montar chapas competitivas. Entre os destaques está a filiação do jornalista Paulo Alceu, que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele se junta a uma nominata robusta, que inclui os atuais deputados federais Jorge Goetten e Geovânia de Sá, além de Darci de Matos e do ex-prefeito de Camboriú, Fabrício de Oliveira.
Ainda no Republicanos, o deputado estadual Lucas Neves também migrou para a legenda, ampliando o peso do partido na Assembleia Legislativa. Em Joinville, o vereador Brandel Junior deixou o PL e seguiu o mesmo caminho, com projeção de disputar uma cadeira na Alesc, formando dobradinha com o deputado federal Zé Trovão (PL).
Já o PL optou por uma estratégia de crescimento em volume. A sigla recebeu uma série de parlamentares e lideranças, ampliando sua bancada estadual. Entre os nomes que chegam estão Camilo Martins, Jair Miotto, Marcos da Rosa e Junior Cardoso. Com isso, o partido passa a contar com 14 cadeiras na Assembleia Legislativa. Por outro lado, o crescimento acende um alerta interno: o excesso de candidatos competitivos pode fragmentar votos e dificultar a reeleição de alguns nomes.
Na bancada federal, o PL também avançou ao absorver o deputado Ismael dos Santos, que deixou o PSD e passa a buscar a reeleição pela nova sigla. O movimento encerra a presença do PSD na Câmara Federal por Santa Catarina, já que Ricardo Guidi havia migrado anteriormente para o PL.
O PSD, por sua vez, tenta recompor forças com foco na disputa estadual. O partido recebeu a filiação de Nilso Berlanda e também oficializou a chegada de Luis Fernando Cardoso, o Vampiro, que retorna ao cenário com articulação reforçada. Vampiro, que já ocupou cadeira na Câmara dos Deputados como suplente, busca agora consolidar espaço dentro da nova sigla.
Entre os que optaram por permanecer onde estão, o deputado estadual Sérgio Guimarães decidiu seguir no União Brasil, mesmo após convites para mudança partidária. A permanência é vista como estratégica diante das articulações para 2026.
O MDB, por sua vez, conseguiu segurar quadros importantes que vinham sendo alvo de investidas de outras legendas. Nomes como Fernando Krelling e Jerry Comper permanecem no partido, garantindo estabilidade à sigla em meio à intensa movimentação.
No balanço geral, o Republicanos emerge como um dos principais vencedores da janela, ao agregar nomes de peso e montar chapas competitivas. O PL cresce em número e capilaridade, mas terá o desafio de administrar o inchaço interno. Já o PSD perde espaço na esfera federal, mas se reposiciona na disputa estadual. Enquanto isso, o MDB aposta na manutenção de seus quadros para seguir competitivo no novo tabuleiro político catarinense.




Comentários