João deixa prefeitura de Chapecó e articulação aponta possível vice de Joinville
- 1 de abr.
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O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), deu um passo decisivo rumo à disputa pelo Governo do Estado ao assinar, na noite de ontem, seu compromisso de renúncia. O ato ocorreu durante um evento que reuniu lideranças empresariais e políticas do PSD, MDB e da Federação União Progressista, consolidando o avanço da aliança construída nas últimas semanas.

Em seu discurso, Rodrigues deixou claro o eixo central de sua pré-campanha: a comparação direta de gestão. Sem poupar críticas, mirou o governador Jorginho Mello (PL), afirmando que o atual governo não entregou duplicações de rodovias estaduais.
O prefeito também elevou o tom ao comparar os resultados de sua administração em Chapecó com o desempenho estadual. Segundo ele, o município executou mais obras estruturantes do que o próprio governo do Estado, além de destacar que muitas das entregas atuais ainda são heranças da gestão anterior. “A propaganda é gigante, mas a entrega são obras do ex-governador Moisés”, afirmou.
O evento contou com manifestações de apoio de importantes lideranças. O senador Esperidião Amin (Progressistas), mesmo ausente, enviou vídeo reforçando a unidade do grupo.
O presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, ressaltou o alinhamento entre os partidos e sinalizou apoio ao projeto. O MDB será o vice na chapa de João e, neste contexto, surge como um dos cotados para a vaga o ex-deputado federal por Joinville, Rodrigo Coelho, que se filiou ao MDB e desponta como possível nome estratégico na composição da chapa. A leitura nos bastidores é clara: Coelho poderia ser o contraponto direto ao prefeito Adriano Silva (Novo), que deve figurar como vice na chapa do governador Jorginho Mello. A escolha reforça a lógica de equilíbrio regional e político, colocando frente a frente dois nomes com base em Joinville em lados opostos da disputa estadual.
A movimentação em Chapecó deixa claro que Rodrigues não apenas está no jogo, como pretende liderar uma candidatura ancorada em comparação de resultados e articulação política ampla.




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