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NOVO reúne lideranças e aproximação com Jorginho expõe mudança de postura

  • 12 de mar.
  • 2 min de leitura

O Partido NOVO de Santa Catarina realiza nesta sexta-feira, em Pomerode, o 3º Encontro de Mandatários da sigla. O evento reunirá dirigentes partidários, prefeitos, parlamentares, pré-candidatos e presidentes de diretórios municipais para discutir estratégias e alinhar o planejamento político visando as eleições de 2026.



Entre as presenças confirmadas estão o presidente nacional do NOVO, Eduardo Ribeiro, o presidente estadual Kahlil Zattar, o deputado federal Gilson Marques, o deputado estadual Matheus Cadorin e o prefeito de Joinville, Adriano Silva.


A expectativa gira em torno da possível participação do governador Jorginho Mello (PL) no encerramento do encontro. Caso confirme presença, será a primeira vez que o governador falará diretamente a um grupo relevante de filiados e lideranças do NOVO em Santa Catarina.


O gesto ocorre em meio às articulações para a eleição de 2026, nas quais o NOVO tende a integrar o projeto de reeleição de Jorginho Mello, com o prefeito de Joinville, Adriano Silva, indicado como vice na chapa encabeçada pelo PL.


A eventual presença do governador, porém, expõe uma mudança evidente de postura dentro do partido. Nos últimos anos, lideranças importantes do NOVO em Santa Catarina — com destaque para o próprio presidente estadual, Kahlil Zattar — fizeram críticas públicas frequentes ao governo de Jorginho Mello e ao PL, apontando divergências políticas e administrativas.


Agora, com o calendário eleitoral se aproximando e as articulações para 2026 ganhando forma, o tom parece ter mudado. O que antes era crítica dura começa a dar lugar a um discurso de aproximação política, num movimento que evidencia como a lógica das alianças eleitorais costuma falar mais alto quando a campanha se aproxima.


A escolha de Pomerode para sediar o encontro reforça a estratégia do partido de ampliar sua presença no interior do estado e fortalecer sua organização regional. Mas o encontro também deve servir como termômetro para medir até onde vai essa nova relação entre o NOVO catarinense e o projeto político do governador.

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