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Oitivas reforçam versão da defesa no caso Profeta e apontam que não houve agressão física

  • 29 de mar.
  • 2 min de leitura

O processo de cassação do vereador Cleiton Profeta, em Joinville, segue avançando na Câmara de Vereadores e já entrou na fase de oitivas, etapa considerada decisiva para a construção do relatório final que poderá definir o futuro do mandato.



Protocolado pelos diretórios municipal e estadual do Partido NOVO e aceito pela maioria dos vereadores, o processo resultou na formação de uma comissão processante composta por três parlamentares, tendo como relator o vereador Érico Vinícius. A atuação do relator tem sido alvo de questionamentos, já que ele integra o partido autor da denúncia, é posto como suposta vítima no processo e ainda será responsável pelo parecer e pelo voto final em plenário.


Apesar dos diversos pontos levantados pela defesa, como supostas irregularidades na formação da comissão, nulidades processuais e questionamentos sobre a legitimidade da denúncia, a comissão rejeitou todos os argumentos e deu sequência ao processo.


Oitivas já realizadas


A fase de oitivas já contou com depoimentos dos vereadores Lucas Souza (Republicanos), Instrutor Lucas (PL), Kiko da Luz (PSD), Wilian Tonezi (PL) e Diego Machado (PSD), além de uma munícipe atendida pelo gabinete de Profeta.


Um dos pontos que mais chamou atenção foi o depoimento do vereador Instrutor Lucas, que afirmou de forma clara que não houve agressão física no episódio envolvendo Cleiton Profeta e o vereador Henrique Deckmann. O vereador Wilian Tonezi também reforçou este ponto e ainda destacou que Deckmann falou de forma ríspida com Profeta, iniciando a discussão entre os dois.



Essa versão reforça um elemento já presente nos autos: o próprio boletim de ocorrência registrado pelo advogado de Deckmann aponta que não há certeza de que tenha ocorrido agressão física, o que vem sendo utilizado pela defesa para contestar a narrativa central da denúncia.


Próximas oitivas


O cronograma segue nesta semana com novas rodadas de depoimentos, onde nesta segunda (30) às 7:30 serão ouvidas mais testemunhas. A última sessão de oitivas ocorre na quinta-feira, dia 02, às 13:00, e deve contar com a presença da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo como testemunha.


Apoio cresce nas redes


O caso também ganhou forte repercussão fora da Câmara. Na tarde deste domingo, a deputada Ana Caroline Campagnolo publicou um vídeo em suas redes sociais declarando apoio a Cleiton Profeta e classificando o processo como uma tentativa de silenciar a voz dos cidadãos que o elegeram.


Veja na íntegra: Instagram/anacampagnolo_sc


Outras lideranças também se manifestaram publicamente, incluindo o deputado Sargento Lima, o pré-candidato a deputado estadual por São Paulo, Paulo Kogos, os vereadores Saulo Ramos (Itapema), Pedro Neto (Brusque) e o presidente da Câmara de São Bento do Sul, Gilmar Pollum.


Próximos passos


Encerradas as oitivas, caberá ao relator apresentar um parecer recomendando ou não a cassação. O documento será votado em plenário, onde são necessários 13 votos para a perda do mandato.


Caso a cassação seja aprovada, Cleiton Profeta também ficará inelegível por oito anos.


O processo segue marcado por disputas de narrativa: de um lado, a alegação de quebra de decoro; de outro, a tese de perseguição política contra um vereador com atuação combativa na fiscalização do Executivo.


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