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PF reconhece risco grave à saúde de Bolsonaro, mas rejeita mudança para prisão domiciliar

  • tabuleiropolitico8
  • há 3 dias
  • 1 min de leitura

A Polícia Federal divulgou um novo laudo médico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro no qual reconhece um quadro clínico preocupante, marcado por “multimorbidade” — a presença simultânea de várias doenças crônicas que, segundo o próprio documento, elevam o risco de morte súbita e de complicações graves.



Entre os problemas listados estão apneia obstrutiva do sono em grau grave, hipertensão arterial, doença aterosclerótica e insuficiência renal limítrofe. O laudo também menciona alterações neurológicas, com registros de episódios de confusão mental e mudança no nível de consciência, possivelmente associados ao uso contínuo de medicamentos de ação central para controle de crises de soluço.


Apesar desse conjunto clínico sensível — descrito pela própria PF como potencialmente grave — o órgão conclui que o estado de saúde de Bolsonaro seria “estável” e, por isso, entende que não há necessidade de prisão domiciliar no momento. Com base nessa avaliação, o ex-presidente deve permanecer detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.


A contradição do laudo chama atenção: ao mesmo tempo em que reconhece riscos elevados à vida do custodiado, a PF opta por relativizar suas próprias conclusões ao afastar qualquer medida alternativa. O episódio levanta questionamentos sobre o real critério adotado na análise e reforça a sensação de que, mais uma vez, a saúde do ex-presidente é tratada com viés político — e não com o rigor técnico que o tema exige.

 
 
 

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