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PSD decide expulsar Topázio e confirma João Rodrigues como pré-candidato ao governo de SC

  • 13 de mar.
  • 2 min de leitura

Em meio a uma nova reviravolta na política catarinense, o PSD decidiu abrir processo de expulsão contra o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, por infidelidade partidária. A medida foi anunciada na manhã desta sexta-feira (13), em Chapecó, durante coletiva concedida pelo prefeito João Rodrigues e pelo presidente estadual da sigla, Eron Giordani.



A decisão ocorre após um ultimato público de João Rodrigues, que condicionou a continuidade de sua pré-candidatura ao governo de Santa Catarina à saída de Topázio do partido. Segundo ele, não faria sentido renunciar ao cargo de prefeito de Chapecó para disputar o governo tendo dentro da própria legenda um prefeito da capital atuando em outro projeto político.


Durante a coletiva, Rodrigues afirmou que o prefeito de Florianópolis teria rompido com o projeto partidário ao declarar apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e ao articular candidaturas fora da estratégia do PSD. Para o prefeito de Chapecó, a atitude representa uma quebra de lealdade política.


“O prefeito da principal cidade do estado não pode estar em outro palanque enquanto o partido constrói uma candidatura ao governo. Não é possível renunciar a uma prefeitura para disputar o Estado e ter dentro do grupo alguém trabalhando contra o projeto”, afirmou.


Diante do impasse, o presidente estadual do PSD confirmou que o partido abrirá formalmente um processo de expulsão. A reunião da executiva estadual foi convocada para a próxima segunda-feira (16), em Florianópolis.


“O partido precisa ter unidade. Quem estiver no PSD estará no projeto liderado pelo prefeito João Rodrigues para o governo do Estado. Quem não estiver disposto a caminhar nesse projeto terá liberdade para buscar outro espaço”, declarou.


Giordani também citou uma série de movimentos que teriam ampliado o desgaste interno, incluindo articulações políticas conduzidas por aliados de Topázio em favor de candidaturas fora da estratégia do partido.


Com o anúncio da abertura do processo de expulsão, o PSD tenta pacificar o ambiente interno e consolidar a pré-candidatura de João Rodrigues ao governo catarinense em 2026.


Ao final da coletiva, Rodrigues afirmou que seguirá na disputa e convocou partidos para a construção de uma aliança estadual.


“Agora é o embate. Não importa o tamanho do exército, importa a qualidade de quem anda com a gente”, afirmou.


Ele também fez críticas ao governo estadual e disse que a eleição será uma disputa entre um projeto político estruturado e a força da máquina pública.


“Jorginho, aguarde. Nós estamos em campo”, concluiu.

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