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Saída de Profeta pressiona Jorginho Mello em Joinville

  • 14 de fev.
  • 2 min de leitura

O vereador Cleiton Profeta tornou pública sua insatisfação com os rumos do Partido Liberal em Joinville e elevou o tom contra a condução interna da sigla. Em nota divulgada a pouco, o parlamentar afirmou que foi alvo de processo disciplinar com objetivo de expulsão após se posicionar contra o apoio do PL ao prefeito Adriano Silva (NOVO).



Segundo Profeta, o presidente do PL Joinville, deputado Maurício Peixer, já havia declarado publicamente que quem não concordasse em "fechar os olhos" para possíveis equívicos do atual prefeito deveria deixar o partido. Dias depois, em reunião da executiva municipal, teria sido iniciado um processo disciplinar contra o vereador — posteriormente considerado errôneo juridicamente, e que, por fim, seria feita uma carta de liberação.


O cenário mudou após vir à tona a possibilidade de Profeta disputar uma vaga à Câmara Federal por outra sigla, com destaque para o PSD, liderado em Santa Catarina por João Rodrigues. De acordo com o vereador, a liberação teria sido freada após a repercussão da possível candidatura competitiva.


Sargento Lima se posiciona


O deputado estadual e pré-candidato a federal Sargento Lima declarou publicamente que não participa de qualquer movimento para barrar a saída de Profeta e afirmou apoiar sua liberação do partido.


Jorginho no centro da decisão


Nos bastidores, a palavra final estaria com o governador Jorginho Mello, presidente estadual do PL. Analistas apontam que a situação revela um impasse estratégico: liberar o vereador pode fortalecer o principal adversário do governo em 2026; impedir sua saída pode aprofundar o racha interno e ampliar o desgaste político.


Profeta também deixou claro que deixará o partido com ou sem o aval da cúpula estadual. A decisão, caso se concretize sem a liberação formal, pode abrir espaço para um processo de perda de mandato por infidelidade partidária. Ainda assim, o vereador afirmou que não irá recuar.


A declaração eleva a tensão no cenário político de Joinville e coloca em jogo não apenas o futuro partidário do parlamentar, mas também o equilíbrio de forças na maior cidade do Estado.


Profeta tem adotado postura combativa diária contra decisões do Executivo municipal e pautas que considera incoerentes com o que o prefeito defendia em campanha, acumulando visibilidade e protagonismo local.


No xadrez político catarinense, poucos ignoram o fato de que um jogador com esse perfil, atuando no lado adversário, pode alterar significativamente o equilíbrio do jogo.

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