Vereador de Joinville denuncia negligência no Hospital São José durante o Carnaval
- 25 de fev.
- 2 min de leitura
O vereador de Joinville, Cleiton Profeta (PL), denunciou uma série de negligências no funcionamento do Hospital Municipal São José durante o ponto facultativo de Carnaval.

Segundo o parlamentar, a unidade teria iniciado o feriado sem planejamento adequado da escala médica, especialmente na área de Cirurgia Geral. A denúncia aponta que a cobertura inicial seria realizada exclusivamente por residentes de primeiro ano (R1), profissionais ainda em fase inicial de especialização.
O vereador comprovou o ocorrido ao apresentar, na tribuna da Câmara, dois memorandos internos do próprio hospital, que deixam claro que houve falta de planejamento para o período.
No primeiro documento, um médico expõe sua preocupação com a escala montada para o feriado. Ele destaca os riscos quais podem ocorrer com alunos do primeiro ano de Residência num momento conturbado como deveria ser o período em questão.
No segundo, em resposta, o coordenador do Programa de Residência anuncia modificações no planejamento e reconhece que seria oportuno discutir previamente ajustes na lógica da escala, a fim de evitar problemas como os registrados nesse ponto facultativo de Carnaval.
No dia anterior, o vereador já havia denunciado a ausência de responsáveis administrativos durante o feriado. Após receber pedido de ajuda de um munícipe que enfrentava situação crítica no hospital, a equipe do vereador teria entrado em contato, na segunda-feira (16), com duas pessoas responsáveis pela gestão. Ambas teriam informado que estavam em ponto facultativo e que só poderiam tratar da demanda na quarta-feira, após o Carnaval.
Ao apresentar capturas de tela que comprovariam os contatos, Profeta foi confrontado pelos vereadores Neto Petters e Érico Vinicius (NOVO), Mateus Batista (MBL) e Lucas Souza (Republicanos), que questionaram a veracidade das imagens. O parlamentar rebateu, reafirmou a autenticidade do material e publicou em suas redes sociais:
“Para os vereadores vassalos do prefeito, resumir conversas de WhatsApp, mesmo que isso não mude em nada o ocorrido, é tratado como crime. Já deixar pacientes aguardando por horas, ou até dias, sem atendimento digno parece não causar a mesma indignação.”
O clima na Câmara ficou tenso, especialmente entre Profeta e Petters. O Partido NOVO chegou a emitir nota repudiando as declarações do vereador do PL.
Nas redes sociais, porém, Profeta tem recebido apoio expressivo. Com mais de mil comentários em suas publicações no Instagram e Facebook sobre o tema — em sua maioria positivos — fica claro que a população apoia o vereador na cobrança por melhores condições de atendimento no Hospital São José.
O caso deve continuar repercutindo na Câmara, com possibilidade de novos pedidos de esclarecimento e reforço na fiscalização sobre a condução administrativa da unidade hospitalar.




Comentários